Há milhões de anos, cada raça possuía uma forma de combater, caçar e se proteger de seus predadores naturais. Era comum que cada tribo, clã ou organização construísse algum tipo de artefato poderoso o suficiente para salvar todos os seus semelhantes em momentos de desespero. Esses artefatos despertavam grande interesse, pois concediam poderes e capacidades que não podiam ser alcançados apenas com treinamento. Atualmente, todos querem conquistar os cinco fragmentos do Granprisma para obter o controle absoluto do GranMundo. Alguns criam estratégias elaboradas, enquanto outros estão à beira da extinção por negligencia. Confesso que sou um pouco dos dois, a propósito, eu me chamo Alister e moro na densa floresta Okaloria, um lar perfeito para metamorfos.
— Ei, você está me escutando, Alister? — perguntou meu amigo Baylou, cutucando-me.
— Hã?! O que? — perguntei, sem entender.
Baylou é meu amigo de infância. Já passamos por muitas coisas juntos, mas ele é diferente de mim. Enquanto eu sou sempre positivo, independentemente da situação, ele espera sempre pelo pior.
— Acha que algum dia poderemos alcançar o suposto nível de Glavur em nossas transformações? — perguntou enquanto treinávamos.
— Acredito que, se nos dedicarmos arduamente, podemos alcançar tudo que quisermos — respondi com entusiasmo.
Existem vários contos e lendas em Okaloria, incluindo a história de Glavur, o herói metamorfo que dominava todas as transformações possíveis. Ele era responsável por evitar a aniquilação de nossa raça, transformando-se em uma lendária espada flamejante. Muitos acreditam que isso seja apenas uma lenda, assim como Baylou.
— Eu não sei se acredito nessa lenda de Glavur — disse Baylou.
— Por que não? — indaguei.
— Bem, se Glavur realmente salvou Okaloria transformado em uma espada, então ele não deveria estar sendo empunhado por alguém? — questionou.
— Bom, eu não sei, mas se quisermos sair em uma aventura pelo GranMundo, precisaremos aperfeiçoar nossas transformações, assim como Glavur — respondi.
Jovens metamorfos como nós precisam aprender a dominar transformações básicas antes de embarcar em uma aventura. Caso contrário, ficaremos presos em nosso vilarejo em Okaloria, que é mais seguro. Lá fora, em um planeta corrompido pelo caos, não duraríamos muito tempo. Okaloria é um lugar excelente para viver, um dos poucos locais que ainda não foram corrompidos. Muitas raças habitam essa região, não somos os únicos.
Apesar de Glavur, nosso mítico herói, ter conquistado nossa paz, há criaturas na densa floresta que recentemente começaram a nos assombrar. São conhecidas como Banshees e Fearhees, mensageiros da morte. Segundo os chefes do nosso vilarejo, quando encontramos essas criaturas, estamos próximos do fim.
— A vila está inquieta esta semana, o que está acontecendo? — perguntou Baylou, enquanto voltávamos do nosso treinamento diário de transformações.
— Ouvi dizer que um dos nossos caiu de um desfiladeiro. Boatos dizem que uma Banshee foi responsável por isso — respondi.
— Não seja ridículo, Alister. Nunca foi comprovada a existência dessas criaturas. Isso é apenas um conto inventado pelos chefes do vilarejo para nos manter na linha — retrucou Baylou.
— Sinceramente, não acredito que ele tenha caído do desfiladeiro por acidente. A cabeça dele estava estourada. Apenas as Banshees possuem um grito poderoso capaz disso — falei enquanto nos despedíamos.
Esqueci de mencionar que éramos muitos, e nosso vilarejo se estendia por uma grande área, bem camuflado. Quando chegávamos a uma determinada parte do caminho, Baylou seguia para casa por uma rota diferente. Assim fizemos. Baylou pegou uma rota diferente para chegar em casa. Eu ainda tinha um caminho pela frente. Nesse momento, desejei poder me transformar em um Silverwig, um tipo de Gunter alado, para chegar mais rápido. Continuei caminhando quando percebi uma movimentação estranha na floresta. Um bando de Kopimonkis saltava desesperadamente de árvore em árvore.
— O que está acontecendo aqui? — perguntei a mim mesmo.
De repente, ouvi um choro desesperado vindo de uma região escura da floresta. Era um pedido de ajuda. Não pude resistir e fui em direção ao som. Não pude acreditar no que vi. Baylou estava caído no chão, perto dele havia uma criatura feminina com cabelos longos e uma aparência pálida. Ela ainda não havia percebido minha presença, então me escondi atrás de uma árvore para tentar entender com quem estávamos lidando.
— Quem é você? O que você quer? — perguntou Baylou, com a respiração cansada e sangrando pela boca.
A criatura não disse nada, apenas chorava baixinho. Para minha surpresa, outra mulher surgiu das sombras. Ela também tinha longos cabelos verdes e era extremamente bonita.
— Eu sou Morygan. O que mais desejo é algo que sua raça possui — disse a mulher misteriosa.
— Escute, se está procurando o Granprisma, não temos nenhum fragmento dele — respondeu Baylou ofegante.
A presença de Morygan me deixou apreensivo. Eu ouvi rumores sobre ela. Dizem que ela é uma deusa poderosa. Seus objetivos são desconhecidos, mas muitos acreditam que ela está reunindo vários artefatos para concretizar um plano que a tornará praticamente indestrutível, apesar de já ser uma deusa. Eu sabia que não estava preparado para enfrentá-la, mas tinha que tentar salvar Baylou.
— Pare de mentir para mim! Sei que seu vilarejo esconde o artefato místico dos metamorfos. Eu o quero! — exclamou Morygan com uma voz fria e ameaçadora.
Baylou tossiu sangue antes de responder, com esforço: "Eu nunca... revelarei... seu segredo..."
Morygan ficou visivelmente irritada e um arrepio percorreu minha espinha. Ela ergueu a mão, e um feixe de energia sombria se formou em seus dedos. Eu não podia permitir que ela machucasse Baylou, mesmo que isso custasse minha própria vida.
— Pare! Solte-o agora! — gritei, saltando de trás da árvore.
Morygan olhou para mim com um sorriso malicioso. A banshee ao seu lado permaneceu em silêncio, observando a cena com olhos vazios e assustadores.
— Mais um metamorfo insolente. Já que você se intrometeu, será o próximo a morrer — ameaçou Morygan.
Morygan riu e lançou o feixe de energia em minha direção. Tentei me transformar em um Dragowolf, mas a dor intensa em meu corpo ferido me impediu de completar a transformação. Senti uma explosão de dor e, em seguida, tudo ficou escuro.
Quando recobrei a consciência, o vilarejo dos metamorfos estava em ruínas. As construções estavam queimadas, as árvores destruídas e não havia sinal de vida. Baylou e todos os metamorfos que eu conhecia estavam mortos. Eu era o único sobrevivente, mas estava gravemente ferido.
Com muita dificuldade, levantei-me e examinei os destroços à minha volta. Meu coração estava tomado pela tristeza e pela raiva. Morygan havia destruído tudo o que eu conhecia e amava. Prometi a mim mesmo que iria encontrá-la e fazer com que pagasse por todo o mal que havia causado.
Decidi deixar Okaloria para trás e partir em busca de vingança contra Morygan. Meus ferimentos eram graves, mas minha determinação era ainda maior. Com passos vacilantes, segui em direção ao porto mais próximo. Eu precisava encontrar um meio de sair dali e continuar minha jornada.
Após algumas semanas de perigosas travessias, cheguei a um porto movimentado. Foi lá que conheci o capitão Garret, líder de um bando pirata temido por todos. Garret era um homem ambicioso e não aparentava ser muito confiável, mas aceitou me receber em seu bando quando soube das minhas habilidades metamórficas.
— O que temos aqui? Um metamorfo ferido em busca de aventura e vingança? — disse Garret, com um sorriso cínico.
— Sim, capitão. Estou disposto a fazer o que for preciso para derrotar Morygan e proteger o que restou do meu povo — respondi, com determinação.
Garret avaliou-me por um momento e, por fim, concordou em me ajudar. Juntei-me à tripulação pirata e embarcamos em uma nova jornada, em busca de respostas, poder e, acima de tudo, vingança. Minha jornada seria longa e cheia de desafios, mas eu estava determinado a enfrentá-los de cabeça erguida.
E assim, com a sede de justiça em meu coração, comecei minha busca implacável por Morygan, a deusa maligna que havia destruído meu lar. A jornada estava apenas começando, e eu estava pronto para enfrentar qualquer obstáculo que cruzasse meu caminho, em busca de redenção e restauração para o meu povo metamorfo.
— Ei, você está me escutando, Alister? — perguntou meu amigo Baylou, cutucando-me.
— Hã?! O que? — perguntei, sem entender.
Baylou é meu amigo de infância. Já passamos por muitas coisas juntos, mas ele é diferente de mim. Enquanto eu sou sempre positivo, independentemente da situação, ele espera sempre pelo pior.
— Acha que algum dia poderemos alcançar o suposto nível de Glavur em nossas transformações? — perguntou enquanto treinávamos.
— Acredito que, se nos dedicarmos arduamente, podemos alcançar tudo que quisermos — respondi com entusiasmo.
Existem vários contos e lendas em Okaloria, incluindo a história de Glavur, o herói metamorfo que dominava todas as transformações possíveis. Ele era responsável por evitar a aniquilação de nossa raça, transformando-se em uma lendária espada flamejante. Muitos acreditam que isso seja apenas uma lenda, assim como Baylou.
— Eu não sei se acredito nessa lenda de Glavur — disse Baylou.
— Por que não? — indaguei.
— Bem, se Glavur realmente salvou Okaloria transformado em uma espada, então ele não deveria estar sendo empunhado por alguém? — questionou.
— Bom, eu não sei, mas se quisermos sair em uma aventura pelo GranMundo, precisaremos aperfeiçoar nossas transformações, assim como Glavur — respondi.
Jovens metamorfos como nós precisam aprender a dominar transformações básicas antes de embarcar em uma aventura. Caso contrário, ficaremos presos em nosso vilarejo em Okaloria, que é mais seguro. Lá fora, em um planeta corrompido pelo caos, não duraríamos muito tempo. Okaloria é um lugar excelente para viver, um dos poucos locais que ainda não foram corrompidos. Muitas raças habitam essa região, não somos os únicos.
Apesar de Glavur, nosso mítico herói, ter conquistado nossa paz, há criaturas na densa floresta que recentemente começaram a nos assombrar. São conhecidas como Banshees e Fearhees, mensageiros da morte. Segundo os chefes do nosso vilarejo, quando encontramos essas criaturas, estamos próximos do fim.
— A vila está inquieta esta semana, o que está acontecendo? — perguntou Baylou, enquanto voltávamos do nosso treinamento diário de transformações.
— Ouvi dizer que um dos nossos caiu de um desfiladeiro. Boatos dizem que uma Banshee foi responsável por isso — respondi.
— Não seja ridículo, Alister. Nunca foi comprovada a existência dessas criaturas. Isso é apenas um conto inventado pelos chefes do vilarejo para nos manter na linha — retrucou Baylou.
— Sinceramente, não acredito que ele tenha caído do desfiladeiro por acidente. A cabeça dele estava estourada. Apenas as Banshees possuem um grito poderoso capaz disso — falei enquanto nos despedíamos.
Esqueci de mencionar que éramos muitos, e nosso vilarejo se estendia por uma grande área, bem camuflado. Quando chegávamos a uma determinada parte do caminho, Baylou seguia para casa por uma rota diferente. Assim fizemos. Baylou pegou uma rota diferente para chegar em casa. Eu ainda tinha um caminho pela frente. Nesse momento, desejei poder me transformar em um Silverwig, um tipo de Gunter alado, para chegar mais rápido. Continuei caminhando quando percebi uma movimentação estranha na floresta. Um bando de Kopimonkis saltava desesperadamente de árvore em árvore.
— O que está acontecendo aqui? — perguntei a mim mesmo.
De repente, ouvi um choro desesperado vindo de uma região escura da floresta. Era um pedido de ajuda. Não pude resistir e fui em direção ao som. Não pude acreditar no que vi. Baylou estava caído no chão, perto dele havia uma criatura feminina com cabelos longos e uma aparência pálida. Ela ainda não havia percebido minha presença, então me escondi atrás de uma árvore para tentar entender com quem estávamos lidando.
— Quem é você? O que você quer? — perguntou Baylou, com a respiração cansada e sangrando pela boca.
A criatura não disse nada, apenas chorava baixinho. Para minha surpresa, outra mulher surgiu das sombras. Ela também tinha longos cabelos verdes e era extremamente bonita.
— Eu sou Morygan. O que mais desejo é algo que sua raça possui — disse a mulher misteriosa.
— Escute, se está procurando o Granprisma, não temos nenhum fragmento dele — respondeu Baylou ofegante.
A presença de Morygan me deixou apreensivo. Eu ouvi rumores sobre ela. Dizem que ela é uma deusa poderosa. Seus objetivos são desconhecidos, mas muitos acreditam que ela está reunindo vários artefatos para concretizar um plano que a tornará praticamente indestrutível, apesar de já ser uma deusa. Eu sabia que não estava preparado para enfrentá-la, mas tinha que tentar salvar Baylou.
— Pare de mentir para mim! Sei que seu vilarejo esconde o artefato místico dos metamorfos. Eu o quero! — exclamou Morygan com uma voz fria e ameaçadora.
Baylou tossiu sangue antes de responder, com esforço: "Eu nunca... revelarei... seu segredo..."
Morygan ficou visivelmente irritada e um arrepio percorreu minha espinha. Ela ergueu a mão, e um feixe de energia sombria se formou em seus dedos. Eu não podia permitir que ela machucasse Baylou, mesmo que isso custasse minha própria vida.
— Pare! Solte-o agora! — gritei, saltando de trás da árvore.
Morygan olhou para mim com um sorriso malicioso. A banshee ao seu lado permaneceu em silêncio, observando a cena com olhos vazios e assustadores.
— Mais um metamorfo insolente. Já que você se intrometeu, será o próximo a morrer — ameaçou Morygan.
Morygan riu e lançou o feixe de energia em minha direção. Tentei me transformar em um Dragowolf, mas a dor intensa em meu corpo ferido me impediu de completar a transformação. Senti uma explosão de dor e, em seguida, tudo ficou escuro.
Quando recobrei a consciência, o vilarejo dos metamorfos estava em ruínas. As construções estavam queimadas, as árvores destruídas e não havia sinal de vida. Baylou e todos os metamorfos que eu conhecia estavam mortos. Eu era o único sobrevivente, mas estava gravemente ferido.
Com muita dificuldade, levantei-me e examinei os destroços à minha volta. Meu coração estava tomado pela tristeza e pela raiva. Morygan havia destruído tudo o que eu conhecia e amava. Prometi a mim mesmo que iria encontrá-la e fazer com que pagasse por todo o mal que havia causado.
Decidi deixar Okaloria para trás e partir em busca de vingança contra Morygan. Meus ferimentos eram graves, mas minha determinação era ainda maior. Com passos vacilantes, segui em direção ao porto mais próximo. Eu precisava encontrar um meio de sair dali e continuar minha jornada.
Após algumas semanas de perigosas travessias, cheguei a um porto movimentado. Foi lá que conheci o capitão Garret, líder de um bando pirata temido por todos. Garret era um homem ambicioso e não aparentava ser muito confiável, mas aceitou me receber em seu bando quando soube das minhas habilidades metamórficas.
— O que temos aqui? Um metamorfo ferido em busca de aventura e vingança? — disse Garret, com um sorriso cínico.
— Sim, capitão. Estou disposto a fazer o que for preciso para derrotar Morygan e proteger o que restou do meu povo — respondi, com determinação.
Garret avaliou-me por um momento e, por fim, concordou em me ajudar. Juntei-me à tripulação pirata e embarcamos em uma nova jornada, em busca de respostas, poder e, acima de tudo, vingança. Minha jornada seria longa e cheia de desafios, mas eu estava determinado a enfrentá-los de cabeça erguida.
E assim, com a sede de justiça em meu coração, comecei minha busca implacável por Morygan, a deusa maligna que havia destruído meu lar. A jornada estava apenas começando, e eu estava pronto para enfrentar qualquer obstáculo que cruzasse meu caminho, em busca de redenção e restauração para o meu povo metamorfo.
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